"Por vezes as pessoas desaparecem mesmo à frente dos nossos olhos. Por vezes, os outros encontram-nos, mesmo que tenham estado a olhar para nós durante todo o tempo. Por vezes, perdemos o contacto connosco próprios, porque não estávamos suficientemente atentos."
- Cecelia Ahern
- Cecelia Ahern
É muito fácil perdermo-nos. Esta semana andei perdida, optei pelo mais fácil: queixar-me e sentir-me miserável, focar-me em tudo de negativo que tem acontecido e ampliá-lo. Sim, eu sei que faço isso muito bem. Esta semana não tive motivos para ter orgulho em mim. Mais, fui injusta. Não foi propositado, mas fui injusta. Posso culpar o tempo (que até deve ter alguma coisa a ver), posso culpar as outras pessoas, posso culpar uma série de outros factores... mas a verdade é que a maior parte da culpa é minha. Acho que, nestas coisas, conseguimos ser os piores inimigos de nós mesmos. Não é verdade que numa semana em que por exemplo haja um teste ou um exame que correu mal, chegamos ao fim da semana e, se nos perguntarem como foi a nossa semana, dizemos logo que foi uma porcaria, porque aquele exame correu mal? Quem é que nunca fez isso? Eu já, várias vezes. É automático, estamos programados assim. Mas se calhar nessa semana até aconteceram muitas coisas, pequenas coisas, coisas positivas, que podiam ter mudado a nossa disposição, se tivéssemos deixado, se nos tivéssemos permitido. Mas não, porque aconteceu aquela coisa horrível, ai de nós sentir-mo-nos bem! Pois, foi isso que fiz esta semana. Porque aconteceram muitas coisas positivas. Assinei as aulas de Código, fui aprovada em quase todos os exames que fiz e o professor disse para começar a pensar em marcar o exame; fiz uma coisa que adoro, dei uma consulta; estive com uma amiga que conheci há pouco tempo, a fazer inquéritos, e que tem sido 5 estrelas; dei explicações de Neurociências, e por isso conheci mais duas pessoas simpáticas e ajudei alguém (das melhores sensações do mundo, para mim); vi a novela que costumo seguir todos os dias; falei com a minha família; li bastante; por fim, comi castanhas e estive com as minhas amigas todas. E então? São muitas coisas positivas, certo? Mas andei a semana toda e até ontem a queixar-me e a sentir-me mal. Se tivesse pensado nisto tudo, se calhar sentia-me a pessoa sortuda que sou. Porque sou; a sério, não me posso queixar. E então se há coisas que gostava que acontecessem? E então se todos os dias sinto saudades de alguém que nunca mais vai estar? E então se não me consigo perdoar por algumas coisas que fiz e não fiz? Sim, e então? Toda a gente tem os seus fantasmas, toda a gente tem que lutar por alguma coisa. Não me sinto no direito de me sentir tão mal uma semana inteira, quando tenho tanto. Esta semana não fiz por merecer, e isso é o que me faz sentir pior.
Por isso, estou extremamente grata a todas as minhas amigas, que me "encontraram" ontem. Às vezes, muitas vezes, perdemo-nos. Às vezes damos conta, às vezes não. E às vezes temos a sorte, que eu tive ontem, de alguém, neste caso muitos alguéns, me ajudarem a encontrar-me, me ajudarem a perceber a sorte que tenho. Por isso, neste momento, reencontrei a fé em mim mesma e na minha vida, estava a precisar. Muito obrigada, mesmo.
Por isso, estou extremamente grata a todas as minhas amigas, que me "encontraram" ontem. Às vezes, muitas vezes, perdemo-nos. Às vezes damos conta, às vezes não. E às vezes temos a sorte, que eu tive ontem, de alguém, neste caso muitos alguéns, me ajudarem a encontrar-me, me ajudarem a perceber a sorte que tenho. Por isso, neste momento, reencontrei a fé em mim mesma e na minha vida, estava a precisar. Muito obrigada, mesmo.
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