Um dia para trabalhar, finalizar, stressar, perder a cabeça, pensar demasiado, e voltar ao normal. Ou tão normal quanto possível...
E passou um ano (lectivo), dá para acreditar? Apesar de tudo, até fico nostálgica. Lembro-me de ir à entrevista, de ir para Guimarães (e enjoar como se não houvesse amanhã), de andar completamente perdida, da primeira apresentação que fiz (e da segunda, terceira e por aí fora), de ler artigos uns atrás dos outros, de dar uma aula, de passar a vida no metro e comboio para a Maia, de passar a ir de carro, de andar cheia de medo daquele Laboratório, de ter avaliações práticas... E o que é certo é que passou tudo, e continuo aqui. Certo? Parece que não, mas acho que olhando agora para trás, cresci imenso, aprendi imenso. Talvez não tenha aprendido aquilo que o programa pretendia, talvez não tenha adquirido todas as competências que se pretendia, mas aprendi acerca de mim mesma. Porque continuo aqui (com ou sem pseudo-ataques de pânico). Continuo a trabalhar e a andar para a frente. Há dias menos bons, há dias mesmo, mesmo maus... Mas estou aqui.
E depois de um dia estranho, em que trabalhei o que queria mas também me passei... Eis que ligo o canal Panda e me lembro de respirar. Estranho, não é? Que seja preciso isso para me recordar de que estou viva, de que estou aqui, amanhã é outro dia. É tão fácil ficarmos presos nos medos e ansiedades... Não me possso esquecer. E amanhã vai correr como tiver que correr. Mas eu não me vou dar ao luxo de perder o foco. Porque é isso que faz a diferença. Manter o foco, não desistir antes de tentar. Mas tentar a sério.
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