Estou oficialmente farta de me sentir miserável. Responsabilidade minha, do sol, da ida ao ginásio... Não sei, mas estou farta. Esta semana tem sido uma porcaria, as pessoas parece que perderam a noção de que existe uma linha ténue entre trabalho e escravatura, de que o ser humano tem limites etc etc. Vou continuar. Que remédio, não é? Vou continuar a fazer o melhor que posso, mentalizar-me que às vezes não vai ser o suficiente, manter-me focada nos meus objectivos, recordar-me de que às vezes vou ter quebras (e estar ok com isso) e, acima de tudo, manter a minha vida própria. Eu não sou só isto, a vida também não é só isto e recuso-me a deixar que seja. Portanto, let's move on, porque tristezas, definitivamente, não pagam dívidas.
Às vezes canso-me de lidar com as pessoas, e hoje foi um desses dias. Ninguém tem culpa (e se houver culpas a distribuir é a mim), mas é verdade. Quando lido com "desconhecidos" ou simplesmente conhecidos, ou com pessoas no trabalho é diferente. São pessoas que não me conhecem fora daquele contexto, são pessoas que não têm expectativas, que não pressionam, que não acham que sabem, que não se se reservam o direito de abusar da confiança... Quanto mais próximos somos de alguém, mais expectativas estão envolvidas, mais... Hoje foi um dos dias em que me foi mais difícil lidar com isso. Às vezes acontece-me, ter "overdoses" de pessoas. Às vezes apetece-me estar irritada. Não tenho também direito a isso? Às vezes irritam-me as responsabilidades, às vezes só gostava de não estar aqui, de estar nalgum sítio sozinha e fazer o que quer que me apetecesse... O problema é que se, nestes dias, alguém me perguntasse o que é que queria, também não sei. Só sei que não era isto... e ...
Comentários
Enviar um comentário