Começa a aproximar-se o fim do ano (hoje fui lembrada que é já daqui a dois dias), e começam inevitavelmente as reflexões. A minha primeira pergunta, que me tem passado muito pela cabeça de há uns tempos para cá, é: para onde é que foi este ano? É que passou mesmo, mesmo rápido. Diz-se que o tempo passa a voar. Bem, acredito. Ainda noutro dia estava a começar 2011, comigo sem saber bem o que fazer à minha vida... E agora... Bem, agora.
Foi um ano importante, como todos. Com momentos bons e momentos menos bons, como todos. Este ano as coisas mudaram bastante. É engraçado como andamos por aí a queixar-nos, tantas vezes, de que nada acontece (falo por mim, pelo menos), e depois passam 365 dias, olhamos para trás e... Percebemos como as coisas mudaram, como as coisas aconteceram. Este ano, trabalhei num projecto de investigação, comecei outro, procurei emprego, comecei a fazer voluntariado, decidi fazer o Doutoramento, candidatei-me, consegui a bolsa, comecei o Doutoramento (só desde que comecei já parece que passou um ano!). Fui a Londres. Mantive bastantes amizades, desenvolvi algumas, fiz outras. Apercebi-me de que sou mais resiliente do que pensava, embora muitas vezes continue a ter as minhas dúvidas. Desesperei, pensei "não vou conseguir fazer isto" centenas de vezes. Mas fiz. Tirei a carta de condução. Mais uma vez, pensei "não vou conseguir fazer isto". Mas fiz. Retomei o ginásio. Dei muitos passos para trás, dei outros para a frente.
Vendo bem, aconteceram muitas coisas. Não aconteceu tudo o que eu queria, mas também aconteceu mais do que esperava. Hoje fui lembrada também da importância das coisas simples. Devia ser simples lembrar-mo-nos disso, não? Mas não é. Na correria, no stress, nas angústias do dia-a-dia, é muito, muito fácil esquecer. São pequeninas coisas, como o sorriso de uma criança, completamente inocente, espontâneo, desinteressado, que me recordam o quão inútil é andar por aí com o peso do mundo às costas. Já disse isto várias vezes, e mantenho: a família e os amigos são as minhas constantes. Fazemos muita coisa nesta vida, preocupamo-nos com muita coisa, magoamo-nos com muita coisa, conseguimos muita coisa. Mas nada disso interessa realmente se estivermos sozinhos. Por isso, este ano fiz muita coisa, consegui muita coisa, felizmente. Mas o que realmente fica, são as pessoas que continuam a viver comigo tudo isto, todos os dias, perto ou longe. E por muito que tenhamos as nossas desavenças, conscientes ou inconscientes, por muito que a vida nos afaste - porque acontece, estou e vou estar sempre grata por estarem comigo. Para mim o ano novo não significa vida nova. Significa simplesmente mais possibilidades de melhorar a que temos. E é realmente uma benção estar aqui para ver mais um ano, com tudo o que trará consigo. Por isso, sim, estou grata. O meu único desejo: superar-me, a todos os níveis. Veremos...
Foi um ano importante, como todos. Com momentos bons e momentos menos bons, como todos. Este ano as coisas mudaram bastante. É engraçado como andamos por aí a queixar-nos, tantas vezes, de que nada acontece (falo por mim, pelo menos), e depois passam 365 dias, olhamos para trás e... Percebemos como as coisas mudaram, como as coisas aconteceram. Este ano, trabalhei num projecto de investigação, comecei outro, procurei emprego, comecei a fazer voluntariado, decidi fazer o Doutoramento, candidatei-me, consegui a bolsa, comecei o Doutoramento (só desde que comecei já parece que passou um ano!). Fui a Londres. Mantive bastantes amizades, desenvolvi algumas, fiz outras. Apercebi-me de que sou mais resiliente do que pensava, embora muitas vezes continue a ter as minhas dúvidas. Desesperei, pensei "não vou conseguir fazer isto" centenas de vezes. Mas fiz. Tirei a carta de condução. Mais uma vez, pensei "não vou conseguir fazer isto". Mas fiz. Retomei o ginásio. Dei muitos passos para trás, dei outros para a frente.
Vendo bem, aconteceram muitas coisas. Não aconteceu tudo o que eu queria, mas também aconteceu mais do que esperava. Hoje fui lembrada também da importância das coisas simples. Devia ser simples lembrar-mo-nos disso, não? Mas não é. Na correria, no stress, nas angústias do dia-a-dia, é muito, muito fácil esquecer. São pequeninas coisas, como o sorriso de uma criança, completamente inocente, espontâneo, desinteressado, que me recordam o quão inútil é andar por aí com o peso do mundo às costas. Já disse isto várias vezes, e mantenho: a família e os amigos são as minhas constantes. Fazemos muita coisa nesta vida, preocupamo-nos com muita coisa, magoamo-nos com muita coisa, conseguimos muita coisa. Mas nada disso interessa realmente se estivermos sozinhos. Por isso, este ano fiz muita coisa, consegui muita coisa, felizmente. Mas o que realmente fica, são as pessoas que continuam a viver comigo tudo isto, todos os dias, perto ou longe. E por muito que tenhamos as nossas desavenças, conscientes ou inconscientes, por muito que a vida nos afaste - porque acontece, estou e vou estar sempre grata por estarem comigo. Para mim o ano novo não significa vida nova. Significa simplesmente mais possibilidades de melhorar a que temos. E é realmente uma benção estar aqui para ver mais um ano, com tudo o que trará consigo. Por isso, sim, estou grata. O meu único desejo: superar-me, a todos os níveis. Veremos...
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