Foi um dia sossegado. Podia habituar-me a isto. Sol, silêncio, calma e uma boa notícia. Posso pedir mais que isso?
É em dias como este que me ponho a pensar que realmente não posso queixar-me. Em dias como este, lembro-me de um postal de aniversário que me escreveram aqui há uns anos, em que dizia qualquer coisa como "que mantenhas a serenidade que te caracteriza e que a transmitas aos outros, como tens feito até hoje". Qualquer coisa assim. Já o li e reli, e cada vez que pego nele, percebo o quão afastada tenho estado dessa pessoa que era. As pessoas mudam e isso é inevitável. Crescemos, adaptamo-nos. É a vida. Mas no meio disto tudo, perdem-se coisas importantes, eu acho. Perde-se a capacidade de ser simples, ou de ver a simplicidade onde ela está, e de lhe dar todo o valor que tem. Acho que isso é a principal coisa que quase todos perdemos no caminho para onde estamos. Junto com isso, perdem-se outras coisas. A capacidade de sonhar, de acreditar nos sonhos, de lutar por eles. A esperança. É uma pena, mas a verdade é que no mundo em que vivemos hoje, é difícil mantê-la. Uma das coisas que eu perdi foi a serenidade que um dia me caracterizou. Quando foi? Não sei. Algures no meio deste stress e confusão que é crescer.
Mas à parte isso (que não é lá muito positivo), há dias em que consigo ouvir ecos dessa pessoa, dessa serenidade. Quando há silêncio suficiente, fora e dentro da minha cabeça, consigo lembrar-me, e consigo sentir. Hoje foi um desses dias. Preciso de dar valor a isso. É tão raro.
Em dias como este, apercebo-me de tudo o que a vida pode ser. Podemos queixar-nos de que não temos tudo o que gostaríamos, sim. Podemos achar que não nos acontece nada do que queríamos. Mas estaremos nós a fazer alguma coisa para que aconteça? Duas opções. Fazemos alguma coisa, ou não. Em qualquer dos casos, é preciso viver com as consequências. Sim, a parte difícil.
Hoje é daqueles dias em que estou farta de me queixar (sei que daqui a uns dias voltamos ao mesmo, mas...). Não tenho tudo o que gostava. Paciência. Vou tentar, a cada dia que passa, lembrar-me daquele postal e, como dizia Fernando Pessoa: "Põe tudo quanto és no mínimo que fazes". Isso devia ser suficiente.
É em dias como este que me ponho a pensar que realmente não posso queixar-me. Em dias como este, lembro-me de um postal de aniversário que me escreveram aqui há uns anos, em que dizia qualquer coisa como "que mantenhas a serenidade que te caracteriza e que a transmitas aos outros, como tens feito até hoje". Qualquer coisa assim. Já o li e reli, e cada vez que pego nele, percebo o quão afastada tenho estado dessa pessoa que era. As pessoas mudam e isso é inevitável. Crescemos, adaptamo-nos. É a vida. Mas no meio disto tudo, perdem-se coisas importantes, eu acho. Perde-se a capacidade de ser simples, ou de ver a simplicidade onde ela está, e de lhe dar todo o valor que tem. Acho que isso é a principal coisa que quase todos perdemos no caminho para onde estamos. Junto com isso, perdem-se outras coisas. A capacidade de sonhar, de acreditar nos sonhos, de lutar por eles. A esperança. É uma pena, mas a verdade é que no mundo em que vivemos hoje, é difícil mantê-la. Uma das coisas que eu perdi foi a serenidade que um dia me caracterizou. Quando foi? Não sei. Algures no meio deste stress e confusão que é crescer.
Mas à parte isso (que não é lá muito positivo), há dias em que consigo ouvir ecos dessa pessoa, dessa serenidade. Quando há silêncio suficiente, fora e dentro da minha cabeça, consigo lembrar-me, e consigo sentir. Hoje foi um desses dias. Preciso de dar valor a isso. É tão raro.
Em dias como este, apercebo-me de tudo o que a vida pode ser. Podemos queixar-nos de que não temos tudo o que gostaríamos, sim. Podemos achar que não nos acontece nada do que queríamos. Mas estaremos nós a fazer alguma coisa para que aconteça? Duas opções. Fazemos alguma coisa, ou não. Em qualquer dos casos, é preciso viver com as consequências. Sim, a parte difícil.
Hoje é daqueles dias em que estou farta de me queixar (sei que daqui a uns dias voltamos ao mesmo, mas...). Não tenho tudo o que gostava. Paciência. Vou tentar, a cada dia que passa, lembrar-me daquele postal e, como dizia Fernando Pessoa: "Põe tudo quanto és no mínimo que fazes". Isso devia ser suficiente.
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