Perdoar é compreender.
(Bowlby)
Será por isso que não consigo perdoar algumas coisas? Porque nunca compreendi. E, sinceramente, acho que nunca vou conseguir fazê-lo. Quer isso dizer que nunca vou ser capaz de perdoar? A ti? A mim?
Hoje senti-me altamente disfuncional na aula, quando começou a falar-se se relações de vinculação na idade adulta, de confiança, de segurança, de gerir emoções negativas, de procurar ajuda... Apercebi-me, mais uma vez (oh, só mais uma) do quão sozinha estou. E tudo, tudo por culpa minha. Sim, porque não é de mais ninguém. E mais uma vez, dei por mim a rever momentos que já deviam estar enterrados, a pensar em porquês que deviam estar esquecidos, a aperceber-me de que toda a gente (e é TODA A GENTE) anda para a frente, de uma maneira ou de outra, e eu ando para aqui sempre a queixar-me, sempre a sentir-me cada vez mais amarga, mais céptica. Devia estar demasiado ocupada a viver a vida (e não a esconder-me dela) para pensar nestas coisas, que não valem a pena, mas não. Ando a perder tempo. E sabem que mais? Ter consciência disso não ajuda, não muda nada. Porque não sei já o que fazer. Mesmo. Queria sentir-me completamente preenchida com os estudos, mas não sinto. Queria que os livros chegassem, mas não chegam. Queria voltar a ser simples. Sim, porque se achavas que na altura eu era complicada, devias ver-me agora. Até gostava de saber o que ias dizer (e não é esse o problema?).
E pronto, lá vai outro post deprimente. Tenho tudo (e mais ainda) o que preciso para viver, para aproveitar ao máximo a minha vida... mas claro que, sendo eu, tenho que lembrar-me de vez em quando do que não tenho, de tudo o que é menos positivo. Estou farta disto, a sério que sim. Mas não dizer ou escrever nada, fingir que está tudo ok, também não ajuda. Questão: o que é que ajuda?
Não, não compreendo. Queria conseguir chegar lá. Queria conseguir perdoar e seguir para a frente. Se calhar é o que me falta. Mas não consigo compreender...
Hoje senti-me altamente disfuncional na aula, quando começou a falar-se se relações de vinculação na idade adulta, de confiança, de segurança, de gerir emoções negativas, de procurar ajuda... Apercebi-me, mais uma vez (oh, só mais uma) do quão sozinha estou. E tudo, tudo por culpa minha. Sim, porque não é de mais ninguém. E mais uma vez, dei por mim a rever momentos que já deviam estar enterrados, a pensar em porquês que deviam estar esquecidos, a aperceber-me de que toda a gente (e é TODA A GENTE) anda para a frente, de uma maneira ou de outra, e eu ando para aqui sempre a queixar-me, sempre a sentir-me cada vez mais amarga, mais céptica. Devia estar demasiado ocupada a viver a vida (e não a esconder-me dela) para pensar nestas coisas, que não valem a pena, mas não. Ando a perder tempo. E sabem que mais? Ter consciência disso não ajuda, não muda nada. Porque não sei já o que fazer. Mesmo. Queria sentir-me completamente preenchida com os estudos, mas não sinto. Queria que os livros chegassem, mas não chegam. Queria voltar a ser simples. Sim, porque se achavas que na altura eu era complicada, devias ver-me agora. Até gostava de saber o que ias dizer (e não é esse o problema?).
E pronto, lá vai outro post deprimente. Tenho tudo (e mais ainda) o que preciso para viver, para aproveitar ao máximo a minha vida... mas claro que, sendo eu, tenho que lembrar-me de vez em quando do que não tenho, de tudo o que é menos positivo. Estou farta disto, a sério que sim. Mas não dizer ou escrever nada, fingir que está tudo ok, também não ajuda. Questão: o que é que ajuda?
Não, não compreendo. Queria conseguir chegar lá. Queria conseguir perdoar e seguir para a frente. Se calhar é o que me falta. Mas não consigo compreender...
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