Avançar para o conteúdo principal

Tic-tac tic-tac...

O tempo passa depressa. Estamos em Abril, que é o mês anterior a Maio, que é o mês em que tenho que entregar o relatório de estágio. A seguir vem Junho, o mês em que tenho as defesas orais. Como podem perceber, estou a começar a stressar. Estou decidida a enfrentar esse stress agindo. Tenho estado metida neste buraco depressivo, mas decidi que a única maneira de sair é mexendo-me. Fogo, sei muito bem que a depressão é caractrizada pela inactividade, que essa inactividade só mantém os sintomas. Por isso, sei que tenho que agir. Não me adianta ficar aolhar para o calendário. Já sei que tenho pouco tempo, já sei que o tempo passou. Só sei que nestes dois meses que tenho pela frente, tenho que acelerar e, de alguma forma, que manter a minha sanidade mental, que me tem andado a fugir. Ontem a minha professora fez-me umas críticas valentes ao que eu fiz. Depois da fase depressiva, de me queixar e de ter pena de mim mesma, decidi ir à biblioteca buscar livros e depois sentei-me a pensar. Sim, porque os nossos problemas na maioria das vezes têm a ver com o facto de não pensarmos, sabiam? Somos animais racionais, mas são imensas as vezes em que não aplicamos essa racionalidade, sentimos automaticamente. É natural, mas temos que combater isso. Porque hoje pensei, li novamente e apercebi-me de que realmente não posso ter sido eu a escrever aquilo. O pior é que fui. Andei tão alheada na minha bolha de desgraça, que nem liguei ao que estava a fazer. Não volta a acontecer, não mesmo.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Desabafo

Às vezes canso-me de lidar com as pessoas, e hoje foi um desses dias. Ninguém tem culpa (e se houver culpas a distribuir é a mim), mas é verdade. Quando lido com "desconhecidos" ou simplesmente conhecidos, ou com pessoas no trabalho é diferente. São pessoas que não me conhecem fora daquele contexto, são pessoas que não têm expectativas, que não pressionam, que não acham que sabem, que não se se reservam o direito de abusar da confiança... Quanto mais próximos somos de alguém, mais expectativas estão envolvidas, mais... Hoje foi um dos dias em que me foi mais difícil lidar com isso. Às vezes acontece-me, ter "overdoses" de pessoas. Às vezes apetece-me estar irritada. Não tenho também direito a isso? Às vezes irritam-me as responsabilidades, às vezes só gostava de não estar aqui, de estar nalgum sítio sozinha e fazer o que quer que me apetecesse... O problema é que se, nestes dias, alguém me perguntasse o que é que queria, também não sei. Só sei que não era isto... e ...
"Alma. A palavra ressoou dentro de mim e interroguei-me, como tantas vezes antes, sobre o que seria exactamente. As pessoas falavam constantemente dela mas alguém saberia realmente? Houve momentos em que a imaginei como uma luz-piloto a arder dentro de uma pessoa - uma gota de fogo do inferno invisível a que as pessoas chamavam Deus. Ou uma substância mole, como um torrão de argila ou massa para moldes dentários, que reunia a soma das experiências das pessoas - um milhão de marcas de felicidade, desespero, medo, todas as pequenas perfurações de beleza que jamais conhecemos." - Sue Monk Kidd

Palavras III

"The world was a terrible place, cruel, pitiless, dark as a bad dream. Not a good place to live. Only in books could you find pity, comfort, happiness - and love. Books loved anyone who opened them, they gave you security and friendship and didn't ask anything in return; they never went away, never, not even when you treated them badly." "there was another reason [she] took her books whenever they went away. they were her home when she was somewhere strange. they were familiar voices, friends that never quarreled with her, clever, powerful friends -- daring and knowledgeable, tried and tested adventurers who had traveled far and wide. her books cheered her up when she was sad and kept her from being bored" Um livro que li num instante e que me recordou uma série de coisas, sobretudo a razão de eu gostar tanto de livros, porque é que leio tanto. Já algumas pessoas me perguntou isto, mais ou menos seriamente. A partir deste momento, vou começar a dizer a essas ...