Não quero tirar conclusões. Mas, inevitavelmente, vou tirando. Vou pensando. Não quero sentir, mas entretanto vou sentindo. Não quero precisar, mas claro que vou precisando. Vim para aqui a pensar só em descanso. Achei que conseguia estar cá, e manter o "retiro". Só família. Não precisava de mais nada. Bem, preciso. Tinha decidido que não ia mandar mensagem nenhuma, porque da última vez mandei e foi o que foi. E há muito tempo atrás decidi que nunca mais. Bem, mandei mensagem. Arrependi-me. Arrependi-me outra vez. E hoje, desarrependi-me. Para já. A verdade é que soube bem estar na conversa durante horas, conversar com alguém que me faz rir, que me vai entendendo (se calhar não tanto como podia, mas eu confesso que também não permito), que se vai recordando. E a verdade é que gostava de voltar a ter essa oportunidade. Devia ser normal, não é? Sair para ir "tomar café", conversar, dizer disparates. Pois, mas não é.
E a verdade também é que há limites que não me posso permitir passar. Não posso. Não posso assistir a tudo novamente, e não posso lidar novamente com as consequências. Ou posso?
Gato escaldado... De água fria tem medo. Por isso evita a água. E o medo continua, e continua...
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