É de mim, ou a frase "Olha, afinal não vou aí. Estou mal", não faz qualquer sentido? Correndo o risco de ser injusta, e já sendo (porque, sejamos francos, às vezes é inevitável), tenho que dizer isto. Se a amizade implica suporte, se ter amigos significa que não estamos sozinhos, nos bons e nos maus momentos (e sobretudo nestes), então porque é que tanta gente continua a insistir em afastar-se quando "está mal"?
Hoje descobri, em virtude do meu estudo para o teste de amanhã (nem sei que pense), que devo ter uma organização de vinculação emaranhada/preocupada. Desde o teste anterior que andava na dúvida, se era esta ou a desligada. Porque segura não sou, de todo. Hoje tive o meu momento de insight, e apercebi-me de que só posso ser preocupada (aliás, a designação diz tudo). Basicamente, são pessoas que se encontram imersas nas relações de vinculação do passado, que têm dificuldade em confiar nos outros, por terem medo da perda. Sentem-se constantemente culpadas (não esquecer: "quem pede desculpa, culpabiliza-se"), têm um discurso auto-depreciativo. Já referi que são pessoas que vivem imersas nas relações de vinculação do passado? Pois, porque sou eu, sem tirar nem pôr.
Ora, depois desta revelação tão importante, e continuando a reflectir, coloco a questão: será que pessoas com dificuldades ao nível das relações de vinculação, têm tendência para estabelecer novas relações com outras pessoas com as mesmas dificuldades? Umas quando estão mal fecham-se, outras desaparecem... No fundo, acabamos todas sozinhas na mesma. Qual é a ideia, pergunto eu. Porque é que optamos pelo isolamento, quando podemos escolher outra coisa, qualquer outra coisa. Porque neste momento, eu precisava das minhas amigas. Mas nem vê-las. E se calhar ela também precisava, se calhar podíamos ajudar-nos uma à outra, pelo menos ficarmos melhor por momentos... A amizade é isso. Ou estou enganada? Das duas uma: ou a minha teoria está certa, e temos todas sérios problemas com a vinculação, ou a teoria do senso comum está certa, e os psicólogos são, ou ficam, com mais problemas psicológicos que o resto dos mortais.
Por uma razão ou outra, o resultado é o mesmo: estou sozinha. E tanto mecanismo de defesa só me leva a querer deixar de me importar. Irei tornar-me uma insegura-desligada, que simplesmente já não quer saber?
(Ou tanto estudo já me está a queimar os fusíveis, eu sabia que isso ia acontecer)
Hoje descobri, em virtude do meu estudo para o teste de amanhã (nem sei que pense), que devo ter uma organização de vinculação emaranhada/preocupada. Desde o teste anterior que andava na dúvida, se era esta ou a desligada. Porque segura não sou, de todo. Hoje tive o meu momento de insight, e apercebi-me de que só posso ser preocupada (aliás, a designação diz tudo). Basicamente, são pessoas que se encontram imersas nas relações de vinculação do passado, que têm dificuldade em confiar nos outros, por terem medo da perda. Sentem-se constantemente culpadas (não esquecer: "quem pede desculpa, culpabiliza-se"), têm um discurso auto-depreciativo. Já referi que são pessoas que vivem imersas nas relações de vinculação do passado? Pois, porque sou eu, sem tirar nem pôr.
Ora, depois desta revelação tão importante, e continuando a reflectir, coloco a questão: será que pessoas com dificuldades ao nível das relações de vinculação, têm tendência para estabelecer novas relações com outras pessoas com as mesmas dificuldades? Umas quando estão mal fecham-se, outras desaparecem... No fundo, acabamos todas sozinhas na mesma. Qual é a ideia, pergunto eu. Porque é que optamos pelo isolamento, quando podemos escolher outra coisa, qualquer outra coisa. Porque neste momento, eu precisava das minhas amigas. Mas nem vê-las. E se calhar ela também precisava, se calhar podíamos ajudar-nos uma à outra, pelo menos ficarmos melhor por momentos... A amizade é isso. Ou estou enganada? Das duas uma: ou a minha teoria está certa, e temos todas sérios problemas com a vinculação, ou a teoria do senso comum está certa, e os psicólogos são, ou ficam, com mais problemas psicológicos que o resto dos mortais.
Por uma razão ou outra, o resultado é o mesmo: estou sozinha. E tanto mecanismo de defesa só me leva a querer deixar de me importar. Irei tornar-me uma insegura-desligada, que simplesmente já não quer saber?
(Ou tanto estudo já me está a queimar os fusíveis, eu sabia que isso ia acontecer)
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