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People always leave. Sometimes they come back. And sometimes, they just don't

"No more drama." É o letreiro que estou a pensar colar à porta de casa, ou se calhar mesmo na testa, para ser mais seguro. Quando acho que as coisas estão a endireitar-se, quando consigo lembrar-me por momentos de quem sou e do que ando a fazer com a minha vida... acontece alguma coisa.

Já pedi desculpa, mais que isso não posso fazer. Não posso e, a ser sincera, não quero. Porque desta vez não acho que tenha muita culpa. Percebo perfeitamente a situação (quantas vezes não senti o mesmo?? quantas?), mas uma relação, seja de que natureza for, não é prejudicada, não termina, não se esquece, apenas por causa de uma das pessoas envolvidas. Assim como uma relação não cresce, não se desenvolve, se apenas uma das partes quiser e se esforçar. Porque é a isso que vai tudo dar, não é? Ao esforço. Admito que nos últimos dias tenho andado focada noutras coisas que também precisavam de atenção, que posso não ter estado tão disponível. Mas, quando a situação foi ao contrário, não te mandei uma mensagem a fazer-te sentir mal, pois não? Nem sequer soubeste do que se passava.

Por isso, a partir deste momento, estou oficialmente indiferente. Façam o que quiserem. Vivam como quiserem. Mas, se uma amizade acaba, por muito profunda e verdadeira que seja, há responsabilidade de todos os envolvidos. Estamos em constante mudança, às vezes para melhor, às vezes para pior. Crescemos. Todos. Às vezes é difícil crescermos ao mesmo ritmo, às vezes é difícil adaptarmo-nos às mudanças que nos são impostas, às vezes é difícil ceder... Mas, na minha opinião, também é isso que distingue as verdadeiras amizades (ou, se quiserem, as mais importantes) das restantes: a capacidade de sobreviver apesar de tudo o resto, apesar de todos os condicionalismos que a vida nos vai impondo (que só vão aumentando, não nos iludamos).

"People always leave." Há aquelas que encontram o caminho de volta. E aquelas que não...

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