Há muito tempo que não preciso de escrever. Sobretudo de te escrever a ti. Hoje preciso.
Apercebi-me hoje de que ainda procuro sinais da tua passagem na rua. Há uns tempos, quando estive fora, falei sobre isto com pessoas próximas. Sobre o facto de determinadas pessoas que passam pela nossa vida serem sempre significativas, independentemente de como nos sentimos em relação a elas. Posso dizer com certeza que já não somos amigos, muito menos o que quer que fomos antes ou durante, mas aqui estás sempre tu, mesmo que não estejas.
Às vezes, quando me sinto mesmo a sufocar, ainda sinto aquele impulso de te ligar, de falar contigo. Tenho saudades disso. No outro dia comentei com um colega (colega? amigo? conhecido? sei lá...) "Como crescemos". E é verdade, ultimamente é o que mais me passa pela cabeça. Como crescemos. Como nos afastamos. Como nos deixamos ficar. Como olhamos para trás. Como andamos para a frente. Como somos. Já pensaste como nós éramos e como somos agora? Penso muitas vezes nisso, sobretudo estes dias. Penso em como eu era. Tímida, fechada em mim mesma... feliz? Em como não me preocupava com nada. Noutro dia disseram-me "Penso muitas vezes: sou feliz. E sou mesmo". Quando ouvi isto, pensei que tempos houve em que me recordo de pensar o mesmo. Tinha a família toda reunida numa casa que não era esta e pensava sozinha "Sou feliz". E sabes que mais? Acreditava sinceramente nisso? Não estou a dizer que não sou feliz agora. Porque sou. O que é a felicidade? Acho que são pequenos momentos. Não acredito que se possa estar sempre feliz, mas se alguém quiser provar-me o contrário fico contente. Mas tenho orgulho na pessoa em quem me tornei, no que fui capaz de fazer, quando há uns anos nunca pensei ser capaz. Fico muitas vezes desiludida comigo mesma, porque sei que tenho obrigação de fazer mais, de ser mais, e às vezes é tão mais fácil desistir, baixar os braços, queixar-me. Mas estou aqui, continuo a lutar.
Uma vez disseste-me que eu era complicada, que eu complicava tudo. Tenho pena que não me vejas agora. Se me dissesses isso agora, provavelmente não ficava calada. Ter-te-ia dito que o ser humano é complicado, mais do que o que tu achavas (por esta altura espero que tenhas percebido isso por ti mesmo). Ter-te-ia dito que descomplicar complica tudo. Que de facto estou cansada de complicações, mas a vida é assim e só podemos viver com ela. Se fosse hoje, tinha tentado descomplicar contigo. Quem sabe onde estaria agora?
Estou bem, mas estou cansada. E no entanto, o que é que fiz para me cansar? Tenho saudades. Enquanto estiver aqui, onde precisam de mim, vou estar sempre com saudades. Se saio, vejo-te, em todo o lado. Se não saio, estás aqui... e eu estou aqui. E às vezes não sei mesmo o que fazer. Podes ajudar-me? Podes dizer-me que vai ficar tudo bem? Podes rir e fazer-me rir, como fazias? Podes ajudar-me a esquecer tudo? Não, não podes, porque na verdade não estás aqui... e porque na verdade tu já esqueceste.
Apercebi-me hoje de que ainda procuro sinais da tua passagem na rua. Há uns tempos, quando estive fora, falei sobre isto com pessoas próximas. Sobre o facto de determinadas pessoas que passam pela nossa vida serem sempre significativas, independentemente de como nos sentimos em relação a elas. Posso dizer com certeza que já não somos amigos, muito menos o que quer que fomos antes ou durante, mas aqui estás sempre tu, mesmo que não estejas.
Às vezes, quando me sinto mesmo a sufocar, ainda sinto aquele impulso de te ligar, de falar contigo. Tenho saudades disso. No outro dia comentei com um colega (colega? amigo? conhecido? sei lá...) "Como crescemos". E é verdade, ultimamente é o que mais me passa pela cabeça. Como crescemos. Como nos afastamos. Como nos deixamos ficar. Como olhamos para trás. Como andamos para a frente. Como somos. Já pensaste como nós éramos e como somos agora? Penso muitas vezes nisso, sobretudo estes dias. Penso em como eu era. Tímida, fechada em mim mesma... feliz? Em como não me preocupava com nada. Noutro dia disseram-me "Penso muitas vezes: sou feliz. E sou mesmo". Quando ouvi isto, pensei que tempos houve em que me recordo de pensar o mesmo. Tinha a família toda reunida numa casa que não era esta e pensava sozinha "Sou feliz". E sabes que mais? Acreditava sinceramente nisso? Não estou a dizer que não sou feliz agora. Porque sou. O que é a felicidade? Acho que são pequenos momentos. Não acredito que se possa estar sempre feliz, mas se alguém quiser provar-me o contrário fico contente. Mas tenho orgulho na pessoa em quem me tornei, no que fui capaz de fazer, quando há uns anos nunca pensei ser capaz. Fico muitas vezes desiludida comigo mesma, porque sei que tenho obrigação de fazer mais, de ser mais, e às vezes é tão mais fácil desistir, baixar os braços, queixar-me. Mas estou aqui, continuo a lutar.
Uma vez disseste-me que eu era complicada, que eu complicava tudo. Tenho pena que não me vejas agora. Se me dissesses isso agora, provavelmente não ficava calada. Ter-te-ia dito que o ser humano é complicado, mais do que o que tu achavas (por esta altura espero que tenhas percebido isso por ti mesmo). Ter-te-ia dito que descomplicar complica tudo. Que de facto estou cansada de complicações, mas a vida é assim e só podemos viver com ela. Se fosse hoje, tinha tentado descomplicar contigo. Quem sabe onde estaria agora?
Estou bem, mas estou cansada. E no entanto, o que é que fiz para me cansar? Tenho saudades. Enquanto estiver aqui, onde precisam de mim, vou estar sempre com saudades. Se saio, vejo-te, em todo o lado. Se não saio, estás aqui... e eu estou aqui. E às vezes não sei mesmo o que fazer. Podes ajudar-me? Podes dizer-me que vai ficar tudo bem? Podes rir e fazer-me rir, como fazias? Podes ajudar-me a esquecer tudo? Não, não podes, porque na verdade não estás aqui... e porque na verdade tu já esqueceste.
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